Você sabe a diferença entre estudo de caso e discursiva? Descubra!

O processo para a aprovação em um concurso público não é fácil, exigindo muito estudo, preparação e conhecimento para passar por todas as etapas. Uma delas, dependendo do cargo, é a redação — que geralmente exige que o candidato elabore um estudo de caso ou faça uma prova discursiva.

Confiança e segurança são requisitos básicos para um bom exame. Tendo isso em mente, você vai descobrir no artigo de hoje as principais diferenças entre estudo de caso e prova discursiva, bem como a linguagem, a estrutura e o que deve conter em cada uma dessas modalidades. Acompanhe nosso post e arrase no próximo concurso!

O estudo de caso e a prova discursiva

Você já sabe que existem diferenças entre as duas modalidades. Para facilitar a compreensão e o seu desempenho na próxima redação, vamos começar abordando o conceito da tão temida prova discursiva.

Nela, é preciso fazer uma exposição sobre um tema específico do edital, que será solicitado pela banca. Dessa forma, por meio de argumentos, você deve convencer o examinador que domina o conteúdo pedido.

Já no estudo de caso, será apresentada uma situação hipotética, sobre a qual o candidato precisará fazer uma análise. Nesse sentido, é essencial que você demonstre ter o conhecimento técnico referente à situação e apresente uma solução;

Compreendendo os conceitos, é muito mais fácil conseguir identificar a diferença entre estudo de caso e prova discursiva, não é mesmo? Abaixo, abordaremos essas divergências separadamente:

As diferenças na linguagem

Você se inscreveu para um concurso, se preparou, passou noites e fins de semana estudando e, na hora que recebe a prova, se depara com um estudo de caso. Dominar a linguagem a ser utilizada já é meio caminho andado para se destacar da concorrência.

A linguagem empregada deve ser objetiva e o candidato precisa estar atento às normas gramaticais e às regras de ortografia, já que essa redação será corrigida por um professor de Português, além do especialista no tema proposto.

Isso significa que, provavelmente, você vai perder pontos se usar a famosa técnica do “encher linguiça”. Não gaste tempo com introduções enormes e vá direto ao ponto.

A mesma objetividade e respeito às regras da língua portuguesa devem ser mantidas no caso da discursiva. A diferença está na construção do texto.

As diferenças na estrutura dos textos

Mencionamos no tópico acima que existem diferenças na estrutura dos dois textos. Agora, vamos descobrir quais são elas:

Estudo de caso

O estudo de caso se refere a uma situação hipotética. Basicamente, você deve apresentar conhecimento teórico sobre o assunto para, enfim, sugerir a solução do problema anunciado.

A estrutura deve obedecer ao seguinte esquema: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Na introdução, o foco deve ser a análise dos fatos, ou seja, a apresentação do assunto que será abordado ao longo do texto. Em relação ao desenvolvimento, o candidato deve trabalhar o tema proposto pela banca de maneira coesiva e coerente, descrevendo o seu conhecimento de forma detalhada. A conclusão, por fim, é a solução para o problema apontado.

Prova discursiva

A estrutura da prova discursiva sofre algumas alterações em relação ao estudo de caso. Essas diferenças já começam no objetivo de cada uma das modalidades.

Enquanto na primeira o candidato deve apresentar uma solução para o problema proposto, na segunda, é preciso convencer o leitor sobre uma ideia.

O traçado de introdução, desenvolvimento e conclusão, também usado no estudo de caso, deve ser obedecido.

No caso da discursiva, o texto inicial deve contemplar uma negação ou afirmação do tema proposto. Se o assunto abordado for a violência, por exemplo, você pode começar com uma frase do tipo “É indiscutível que os números da violência no Brasil vêm aumentando cada vez mais”.

Logo após, no mesmo parágrafo, apresente de dois a três argumentos que justifiquem a afirmação e possam ser desenvolvidos na próxima etapa.

A conclusão deve ser composta por uma retomada do parágrafo inicial, acrescentando o posicionamento do candidato em relação ao assunto.

As instruções para realizar cada modalidade

Para facilitar seus estudos e o raciocínio na hora que estiver fazendo as provas, reunimos as principais instruções para fazer um estudo de caso ou uma prova discursiva a seguir:

Estudo de caso

  • circule, no enunciado, todas as perguntas da questão e responda-as no desenvolvimento do seu texto;
  • nas vagas voltadas para a área do Direito, sempre mencione um princípio jurídico caso exista essa relação, mesmo que o enunciado não peça por isso;
  • dê respostas objetivas e construa uma sequência lógica dos seus argumentos;
  • questões com muitas perguntas e pouco espaço para respostas devem apresentar a solução da primeira pergunta logo no parágrafo introdutório;
  • o estudo de caso obrigatoriamente se apoia em um referencial teórico.

Discursiva

  • saiba instruir e convencer;
  • escreva em 3.ª pessoa;
  • faça um roteiro de respostas, respeitando a lógica e a objetividade.

Sinta-se à vontade para usar este tópico como um resumo na hora de estudar. Uma dica valiosa é colocar essas duas pequenas listas próximas a você, no local escolhido para estudos, e começar o treino das produções de texto com base nessas informações.

A importância de conhecer os detalhes

Provas discursivas e estudos de caso funcionam nos concursos como etapas classificatórias e eliminatórias. Ou seja, perder alguns décimos na nota é o suficiente para descer centenas de posições na classificação final.

Muitas vezes, o candidato construiu bem as ideias, mas pecou por faltar um referencial teórico. Em outras, ele relacionou o tema corretamente, mas a construção do texto ficou confusa.

Reprovar por essas e outras falhas na produção textual e nas questões discursivas pode parecer injusto, mas é uma realidade presente na vida de grande parte dos concurseiros.

É daí que vem a importância de conhecer todos os detalhes sobre essas provas. Quando se tem um bom plano de estudos, que contempla as características dos textos em questão, as chances de que tudo dê certo na hora do exame aumentam consideravelmente.

Contudo, é extremamente importante que você não se apegue somente às normas da redação, prestando atenção redobrada também à construção do texto e às regrinhas de cada um. É importante desenvolver a gramática, ampliar o vocabulário, saber usar elementos conectivos e coesivos e atingir o ponto certo de objetividade.

É comum que as pessoas reclamem de dois extremos: alguns não conseguem ser objetivos, outros são até demais e têm dificuldade em escrever a quantidade mínima de linhas — neste último caso, treinar as formas de estruturar um texto é fundamental para alcançar o tamanho ideal solicitado pela banca.

Lembre-se de que escrever não exige só o conhecimento no assunto e na língua portuguesa, mas também muito treino. Desenvolver as habilidades necessárias para fazer uma boa prova é um exercício de crescimento, apoiado em muito estudo e, claro, nos famosos macetes.

Sendo assim, as dicas para uma boa produção textual, como mostraremos a seguir, são muito bem-vindas e necessárias para a aprovação.

As dicas gerais de preparação

Lembra que, lá no início do texto, citamos a segurança e a confiança como requisitos básicos para fazer uma boa prova?

Durante toda a extensão deste artigo, desenvolvemos tópicos para que você realize o processo seletivo da maneira mais segura possível. Uma conduta confiante pode fazer toda a diferença em relação aos concorrentes.

Por isso, nas próximas linhas, listamos algumas dicas para otimizar a sua preparação para um concurso público. Pegue um papel e uma caneta para anotar!

  • organizar a rotina e ter um local para estudos adequado faz toda a diferença na hora de revisar e praticar as redações;
  • por falar nisso, redação é questão de prática e você precisa de tempo para treinar, então, não espere o edital ser divulgado para começar a escrever, principalmente se você tem muita dificuldade;
  • cada banca tem o seu próprio estilo de cobrança, portanto, pesquise as provas anteriores elaboradas pela instituição que está organizando seu próximo concurso;
  • inclua a redação no seu planejamento e cumpra as suas metas;
  • leia com atenção o edital do seu concurso para conhecer os critérios de correção;
  • a sua redação deve ter letra legível, sendo assim, treine a caligrafia;
  • se você é concurseiro, fique atento aos pontos que precisam ser melhorados por meio das provas já realizadas;
  • conhecer os seus pontos fortes é tão importante quanto prestar atenção nas suas dificuldades, pois, assim, você pode potencializar as qualidades da sua redação;
  • a sua redação deve ser coesa e coerente;
  • cuidado para não fugir do tema;
  • domine bem a norma culta estudando sobre pontuação, regência, crase e concordância verbal e nominal;
  • o título só deve ser colocado se for solicitado pela banca, sendo assim, preste atenção no enunciado;
  • um bom redator é aquele que está bem informado, ou seja, ações como ouvir e assistir aos noticiários e ler bons jornais impressos devem fazer parte do seu ritual de estudos.

Anotou? Que tal também colar essas dicas na parede, em frente à mesa de estudos, para lembrar sempre do caminho a ser percorrido até a aprovação?

Com essas dicas especiais, aliadas a tudo o que mencionamos no post de hoje sobre estudo de caso e prova discursiva, tenha a certeza de que você fará um exame excelente e com tranquilidade! Afinal, com todas as técnicas devidamente fixadas, não tem por que ficar nervoso, não é mesmo?

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